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Vivendi
Vivendi   11/03/2010

Continua a suscitar desconfiança

Entre actividades maduras e aquisições caras, o grupo suscita a desconfiança dos investidores. Apesar da acção barata, limite-se a manter.
Manter

O desempenho da Vivendi em 2009 foi pouco entusiasmante. O volume de negócios cresceu 6,7% (excluindo efeitos cambiais), impulsionado apenas pelas aquisições recentes (videojogos). As actividades históricas (telecomunicações em França e Marrocos) resistem à crise, mas não têm potencial de recuperação.

Quanto ao lucro por acção, se excluirmos uma provisão por custas judiciais, caiu para 1,03 euros. Em causa estão custos de integração e depreciações de activos.

Dependente de actividades maduras (telecomunicações, televisão paga) ou em declínio (música), a Vivendi mantém a aposta nas aquisições, sensatas a nível estratégico, mas geralmente caras (operador brasileiro GVT em 2009).

Porém, a administração também revela grande disciplina na gestão dos custos operacionais e consegue gerar liquidez, o que permite gerir a dívida e manter o dividendo por acção nos 1,40 euros (rendimento bruto de 7%).

Por último, considerado culpado nos Estados Unidos por ter enganado os investidores no início dos anos 2000, o grupo recorreu da decisão judicial. Embora a indemnização possa em teoria ascender aos seis mil milhões de euros (5 euros por acção), a probabilidade de pagar essa soma é mínima.

Prevemos lucros por acção de 1,65 euros para 2010 e de 1,70 para 2011.

Cotação à data da análise: 19,43 EUR



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Cotação
18.35 EUR

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Small caps

Denominam-se de small caps as acções que têm uma importância limitada junto dos
investidores e que possuem uma capitalização bolsista limitada.
Opõem-se às big caps ou large caps, acções de grande capitalização.
Entre estas duas categorias encontram-se as mid caps que são acções de média
capitalização.



Diversificação

"Não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto". Esta expressão popular é ainda mais verdadeira no mundo dos investimentos. Toda a carteira razoável deve incluir diversos tipos de títulos (tais como obrigações, acções ou fundos, etc.), bem como depósitos e, eventualmente, outros tipos de produtos como os derivados.
É o que se pretende sublinhar quando se fala da necessidade de uma diversificação adequada.


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