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Republic Airways 11/03/2010
Dúvidas em torno da nova
estratégia
A nova estratégia do grupo convida à prudência. Embora
a acção esteja longe de cara, é muito arriscada. Manter
Apesar de, excluindo elementos excepcionais, o quarto trimestre
de 2009 ter saído em linha com o estimado, os resultados da Republic continuam
difíceis de prever. Depois da compra da Midwest e Frontier Airlines, o grupo foi
confrontado com a volatilidade das
cotações do petróleo. Foram implementadas estratégias de cobertura, mas são
demasiado complexas e dificilmente previsíveis.
Por outro lado, ainda é cedo para avaliar a capacidade do grupo
para orientar as novas filiais. Actualmente deficitárias, a Midwest e sobretudo
a Frontier pesam bastante sobre a rentabilidade. Enquanto a Republic nos tinha
habituado a margens de lucros (antes de impostos) de 9 a 10%, as aquisições
arruinaram completamente a margem (0,2% no quarto trimestre).
Mas além de saber se o grupo consegue recuperar, a principal
dúvida é a pertinência da nova estratégia. Antes das aquisições, a estratégia
era clara: exploração exclusiva de voos por conta de terceiros (American, Delta,
United, Continental e US Airways). Mas agora comercializa igualmente com
a sua própria marca e entra em concorrência directa com os parceiros.
Este conflito de interesses poderá ser prejudicial, porque a
prazo se arrisca a comprometer a principal actividade. Estimamos lucros por
acção de 0,70 dólares em 2010 e de 1,00 em 2011.
Cotação à data da análise: 5,74
USD


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