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Iberdrola
Investimentos verdes   04/01/2010


A recente cimeira de Copenhaga tinha como propósito avançar na resolução dos problemas da poluição e do aquecimento global, mas as conclusões finais desiludiram. Veja que empresas estão a investir no negócio do ambiente.

Investir ecologicamente
Na nossa avaliação de acções, o aspecto ecológico não é directamente considerado. Deste modo, uma empresa será recomendada apenas se os fundamentais o justificarem. O modelo de avaliação é que dita as regras.

Quanto muito, poderemos sublinhar a diferença e o investidor fica livre de preferir apostar numa empresa que defenda melhor o planeta. No entanto, nas nossas previsões, não deixamos de ter em conta que uma empresa menos eficiente em termos ambientais tenderá, no futuro, a sofrer pesadas multas.

Energia eólica
· Na energia eólica, com a crise e a diminuição dos investimentos, muitos projectos foram colocados de parte. Mas, a prazo, é um segmento com potencial.

O fabricante dinamarquês de aerogeradores Vestas Wind Systems, cujo título já não acompanhamos, poderá ser uma das empresas a beneficiar com o crescimento do sector. Mas pensamos que a cotação já mais do que incorpora estas expectativas.

Neste segmento, um dos intervenientes importantes é a EDP Renováveis (quarta a nível mundial). Face às boas perspectivas da empresa, que está presente em diversos mercados, recomendamos a compra deste título.

Energia Solar
· Recentemente, um anúncio do Estado chinês de atribuição de subsídios para a energia solar, impulsionou as cotações das empresas mais ligadas a este ramo, mas rapidamente o efeito desvaneceu-se devido ao facto dos subsídios na Alemanha e em Espanha terem sido reduzidos. Além disso, o mercado de crédito continua difícil. A procura cresce menos, o que cria excesso de capacidade que leva a uma queda nos preços e na rentabilidade.

A alemã Ersol Solar Energy está presente neste sector, mas já não está cotada pois foi adquirida pela Bosch. Aconselhámos a compra em Fevereiro de 2008 e, em quatro meses, a acção valorizou 73% até recomendarmos a venda em Junho.

Empresas diversificadas
· Na Siemens, a divisão de energia tem um segmento de renováveis, ligado ao ramo fotovoltaíco (para painéis solares), mas tem um peso muito limitado no grupo. No conjunto, a empresa industrial alemã está cara: venda.

· O gigante General Electric está presente na produção de energia eólica, no mercado grossista, e ainda no tratamento das águas. No entanto, estes ramos têm um peso diminuto no grupo, que inclui actividades nada ecológicas, como o fabrico de motores para aviões. A acção está barata, mas aconselhamos prudência. Por agora, mantenha.

· A Martifer, cujo negócio principal é a construção metalomecânica, também constrói parques eólicos e solares. Possui ainda uma divisão de biocombustíveis, mas procura alienar esta divisão deficitária.

· A Mota-Engil está presente no tratamento de águas, além de deter uma participação de 37,5% na Martifer. Mas o negócio principal é a construção. Pode manter em carteira.

· A BP está presente na vertente dos painéis solares, mas o conselho de compra é suportado pela actividade petrolífera.

· Também recomendamos a compra da eléctrica espanhola Iberdrola, que detém uma participação na Iberdrola Renovables, bem posicionada nas “energias verdes”.  

Conclusão
Actualmente, ainda são poucos os conselhos de compra em “empresas verdes”. Antes de mais, na maior parte dos casos são segmentos de negócio de empresas diversificadas, pelo que a avaliação é feita ao conjunto da empresa. Por outro lado, não há certeza sobre as tecnologias que vão vingar no futuro.

Por fim, as energias renováveis são, muitas vezes, ainda caras e pouco rentáveis (algumas sobrevivem à custa de subsídios). Com o desenvolvimento tecnológico e o acentuar das multas a aplicar pelos governos é possível ter uma ideia mais concreta do futuro. Na escolha dos investimentos, damos sempre primazia aos fundamentais.



Índice Ibérico (30 nov 2009)
Iberdrola (03 jul 2009)
Iberdrola (22 jun 2009)
Sector da energia (29 mai 2009)
Sector europeu das utilities (30 mar 2009)
Iberdrola (14 jul 2008)
Iberdrola (10 dez 2007)
Breves (01 out 2007)
Iberdrola (09 jul 2007)
Iberdrola (04 jun 2007)
Breves (29 mai 2007)
OPA sobre a Scottish Power (26 mar 2007)
Iberdrola (16 fev 2007)
Iberdrola (06 dez 2006)
Breves (04 dez 2006)
Iberdrola (02 out 2006)
Iberdrola (02 jun 2006)
Breves (28 abr 2006)
Iberdrola (20 fev 2006)
Iberdrola (04 jul 2005)
CGD Energia 2008 (3 anos) (21 fev 2005)
Iberdrola (06 dez 2004)
Iberdrola (07 jun 2004)
Iberdrola (15 dez 2003)
Breves (03 nov 2003)
Iberdrola (14 jul 2003)
OPA sobre a Iberdrola cancelada (12 mai 2003)
OPA sobre Iberdrola (24 mar 2003)
Iberdrola (30 dez 2002)
Iberdrola com menos resultados (23 set 2002)
Iberdrola (21 mai 2002)
Iberdrola (08 abr 2002)
Iberdrola (28 dez 2001)
Iberdola (08 out 2001)
Ibderdrola (15 jan 2001)
Iberdrola (12 out 1999)
Iberdrola (13 abr 1999)
 


Cotação
6.22 EUR

Conselho


Avaliação
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Indicador de risco
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Aumento de capital

Operação que consiste no aumento de capital de uma empresa pela entrada de dinheiro fresco. Com efeito, a empresa emite novas acções que propõe aos accionistas a um preço geralmente inferior ao da cotação em Bolsa.



Margem de exploração

A margem de exploração determina-se dividindo o resultado operacional pelo volume de negócios e multiplicando por cem.
O volume de negócios corresponde ao valor das vendas de bens e serviços.
O resultado operacional obtém-se deduzindo ao volume de negócios todos os custos de exploração.


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