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Republic Airways 18/12/2009
Aquisições alteram actividade
Em vez de ficar com a frota imobilizada, o grupo
prefere comprar os clientes mais afectados pela crise. O risco é elevado. Acção
correcta. Manter
A Republic Airways mudou muito desde a compra dos clientes
Midwest e Frontier Airlines. Antes explorava apenas voos por parte de grandes
companhias aéreas. Agora, opera igualmente por conta própria.
Este novo modelo de actividade não assenta nas remunerações
fixas que o grupo recebia com frequência no âmbito dos contratos de longo prazo.
Pelo contrário, ligado directamente ao tráfego de passageiros, gera receitas
menos estáveis e recorrentes. Além disso, é mais sensível à conjuntura
económica, porque depende da volatilidade do preço do petróleo (no modelo fixo,
a factura petrolífera é da responsabilidade dos clientes).
Assim, a rentabilidade da Republic
tornou-se menos previsível. No último trimestre, a margem operacional caiu para 10%,
enquanto no passado raramente descia abaixo dos 17%, graças ao excelente
controlo dos custos.
A curto prazo, a situação permanece delicada. A Frontier
Airlines ainda não está consolidada. Por sua vez, a administração ainda não
quantificou os custos de reestruturação, nem as sinergias previstas.
Esta falta de comunicação convida à prudência. Reduzimos as
previsões de lucros por acção para 1,00 dólar em 2009 (1,20 antes) e para 0,70
dólares em 2010 (1,30 antes).
Cotação à data da análise: 7,48
USD


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