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Iberdrola 09/07/2007
Nova aquisição nos EUA
A compra da Energy East permite à Iberdrola reforçar a sua posição
nos EUA. Ainda que, a curto prazo, a cotação possa ser penalizada pelo aumento
de capital realizado para financiar a compra, a operação é, em nossa opinião,
interessante para o longo prazo. A acção está correcta. Manter
A Iberdrola anunciou a aquisição da eléctrica Energy East, presente em cinco
estados do Leste dos EUA, cuja dimensão é cerca de uma décima parte da Iberdrola
actualmente. Com esta operação, quase 50% dos lucros da Iberdrola serão
provenientes do estrangeiro: 52% da Espanha, 23% do Reino Unido, 14% da América
latina e 11% dos EUA. A compra da Energy East tem um claro objectivo estratégico
para a Iberdrola, na medida em que lhe fornece cerca de três milhões de clientes
nos EUA e uma sólida plataforma de crescimento no país. A procura de energia nos
EUA continua a aumentar a um ritmo moderado, mas constante (o que reduz o
risco). Além disso, as energias renováveis – domínio em que a Iberdrola é líder
mundial – têm, nesse país, excelentes perspectivas de crescimento e incentivos
fiscais. O custo da aquisição (6.400 milhões de euros, incluindo a dívida) está
em linha com outras operações semelhantes e, em parte, será financiado por um
aumento de capital realizado entre os investidores institucionais, ao qual se
negou o acesso ao investidor particular.
Cotação à data da análise: 40,76
EUR


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Desdobramento ou split
As
acções podem ser objecto de um split ou desdobramento.
Quando, por exemplo, uma acção é desdobrada em 10,
o accionista passa a deter dez vezes mais acções, mas o
seu património fica inalterado porque o valor das
“novas” acções é, em teoria, dez vezes
mais baixo.
De acordo com alguns estudos, as acções desdobradas
apresentam um comportamento em Bolsa superior à média.
Isto porque, um split pode ser visto como um sinal positivo (a
cotação é suficientemente forte e a
administração pretende estimulara as
transacções do títulos. Contudo, é apenas
um indicador entre muitos outros.
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Reverse split
Uma
operação de reverse split corresponde a uma
redução do número de acções em
circulação, pelo que a cotação aumenta
instantaneamente pela mesma proporção. No dia do reverse
split, cujo factor seja, por exemplo, 20, a cotação
irá ver multiplicada automaticamente por 20 de modo a que
não haja alteração à
capitalização bolsista da empresa. Ou seja, uma
operação neutra para a valorização do
investimento do accionista.
Normalmente, as empresas não adoptam um reverse split a
não ser que sejam obrigadas, nomeadamente pelos mercados
bolsistas, em que há casos de exigirem que a
cotação unitária seja superior a um determinado
valor.
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