· Electricidade -
Energia
· Bolsa de Madrid
· 17,90 euros
A Iberdrola, segunda eléctrica espanhola, obteve, até Setembro
deste ano, um crescimento dos lucros totais de 13%, para os 0,96 euros por
acção. Sem extraordinários, os lucros correntes caíram 14%, devido sobretudo ao
aumento da carga fiscal. Contudo, graças à sua forte aposta nas energias
renováveis e nas centrais de ciclo combinado, que utilizam gás natural para
produzir energia, a empresa deixou de depender em grande medida da energia
hidráulica (a mais barata de produzir), embora esta fonte produtiva ainda
represente 37% da sua capacidade instalada.
Em termos futuros, a empresa pode beneficiar com a repartição das
emissões de dióxido de carbono (CO2) realizada em Espanha e que favorece a
estratégia desenvolvida pela empresa, privilegiando as centrais de ciclo
combinado (utilizam o gás natural) e as energias limpas (eólica), em detrimento
do carvão.
A liderança da Iberdrola na geração eólica abre-lhe novas
oportunidades de crescimento. A título de exemplo, a empresa acaba de se tornar
parceira estratégica da maior produtora grega de energia eólica. Com efeito, o
cumprimento dos acordos de Kioto coloca a empresa num lugar privilegiado, graças
à sua aposta decidida nas energias renováveis. Apesar da subida de 23% da
cotação nos últimos doze meses, a acção está correcta. Pode manter.
IBERDROLA (em euros)
