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Vivendi
Vivendi Universal: alteramos conselho!   08/07/2002

VIVENDI UNIVERSAL: ALTERAMOS CONSELHO!

Novos dados vieram ensombrar a situação do grupo multimedia Vivendi Universal (VU), depois do nosso último artigo na Poupança Acções n.º 263. Por um lado, a venda de 20% das acções da Vivendi Environnement efectuou-se a uma cotação claramente inferior às expectativas. Pelo outro, a classificação da dívida do grupo franco-americano foi revista em baixa por duas agências de notação internacionais. A alteração da classificação para «junk-bond» (obrigação de elevado risco) efectuada pela Moody’s, indica que a VU está confrontada com graves problemas de tesouraria. E embora o novo presidente da VU acredite na manutenção da confiança dos bancos na empresa, nada garante que as linhas de crédito do grupo se mantenham no curto prazo. Os resultados da auditoria que será realizada durante os próximos três meses serão determinantes para o futuro do grupo. Com efeito, eles permitirão aos administradores, aos bancos e aos accionistas saber precisamente qual a real situação da empresa. Mas esperar até à conclusão desta operação, é correr o risco da acção passar a valer… nada.

Os rumores de possíveis manipulações contabilísticas provocam uma crise de confiança grave. Esta crise é tanto ou mais prejudicial para o grupo, pois dificultará a venda de eventuais activos não estratégicos. A sucessão de informações inquietantes associadas ao risco de descoberta de novos compromissos fora do balanço agravam, ainda mais, o endividamento do grupo. À luz destas perspectivas desfavoráveis, alteramos o nosso conselho de manter para vender.

 



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Cotação
19.53 EUR

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Avaliação
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Incluída na carteira da POUPANÇA ACÇÕES?
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Consolidação

Em contabilidade, a consolidação é o acto de agrupar as contas de uma empresa mãe e das suas filiais. A publicação de contas consolidadas permite dar uma imagem mais fiel da empresa no seu conjunto. Além disso, fala-se de consolidação de um sector quando se assiste ao reagrupamento dos seus diferentes intervenientes (alianças, fusões, aquisições…).



Rating

O rating consiste numa avaliação por parte de uma empresa internacional especializada (Standard & Poor's, Moody's), para determinar a solvabilidade de um emitente de obrigações. O emitente pode ser um país, uma empresa, uma câmara municipal ou uma entidade supranacional. O rating é geralmente definido por um conjunto de letras. Por exemplo, no caso da Standard & Poor’s, o rating atribuído à dívida pública de um país pode variar entre AAA (excelente qualidade do emitente) até D (um país que já não é capaz de cumprir os compromissos financeiros).
Para designar rating, utiliza-se também o termo notação. As empresas que fazem a avaliação das obrigações são, por isso, denominadas de agências de notação ou de rating.


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