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O plano Paulson, para tentar travar o alastramento da crise
financeira, foi aprovado à segunda tentativa.
Uma questão de preço Uma das falhas do plano
Paulson reside no dilema de como fixar o preço de compra dos créditos duvidosos.
Uma subavaliação desencorajaria os bancos a vender os activos. Mesmo ao
preço de mercado, muitos bancos poderão mostrar-se reticentes em vender um
activo a um preço bastante inferior ao valor contabilístico.
Ao invés, sobrevalorizar os activos subsidia os accionistas dos bancos e
transmite a ideia que qualquer instituição será salva mesmo que seja mal gerida.
Além disso, quanto maior for o preço de compra dos créditos duvidosos, maior
será a factura paga pelo contribuinte americano. Esta foi, sem dúvida, a
principal razão para o chumbo inicial do plano.
Ajuda às famílias endividadas
Os americanos que não conseguem pagar os empréstimos estão na base do
crédito malparado. Sob pena de multiplicar os planos de compra de activos
dispendiosos e inúteis, é necessário salvar as famílias
endividadas. Quer seja através de uma redução das dívidas ou uma
diminuição das taxas de juro é preciso um sistema que permita a um maior número
de pessoas respeitar os seus compromissos financeiros. Desse modo, será possível
por fim às vendas forçadas que deprimem o preço do sector
imobiliário.
Restaurar a confiança e relançar
a economia Muitos bancos americanos estão atolados com
crédito malparado e não cativam os investidores. Consequentemente, gera-se uma
escassez de liquidez no sector bancário, que leva a um racionamento do crédito,
prejudicial à actividade económica. O desemprego aumenta e cada vez mais
americanos não conseguem pagar os créditos. As penhoras e as vendas forçadas de
casas multiplicam-se, o que por sua vez diminui os preços dos imóveis. E, de
novo, o crédito malparado aumenta, gerando-se um círculo vicioso.
Assim, mesmo com a aprovação do plano Paulson, a curto prazo, a
incerteza vai dominar.
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