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Já ouvi, por diversas vezes, que existe uma correlação importante entre a evolução dos mercados europeus e os seus congéneres norte-americanos, o que diminui bastante a possibilidade de reduzir o risco do investimento através da diversificação nestas duas regiões. É verdade que assim seja?
 

A correlação corresponde ao nível de ligação entre dois factores sendo, por isso, um dos elementos que mais influenciam o risco total de uma carteira de investimentos. Por exemplo, diz-se que uma acção é fortemente correlacionada com um índice, quando a evolução da cotação progride de forma quase paralela à do índice. Quanto maior for a correlação entre os títulos ou os mercados, maior é a probabilidade destes evoluírem de forma idêntica, e menor é a possibilidade de diminuir o risco ao seleccioná-los simultaneamente. E, na realidade, muitos mercados de acções europeus tendem a apresentar, no curto prazo, comportamentos semelhantes aos norte-americanos.

Assim, para assegurar uma maior diversificação será preciso incluir mercados com correlações mais fracas, ou seja, que evoluam de forma diferente ou mesmo em direcções opostas. Neste último caso diz-se que a sua correlação é negativa.

Em suma, investir em mercados pouco correlacionados diminui o risco pela simples razão de que a queda num mercado pode ser compensada pela subida em outro. É, por exemplo, o que sucede entre os mercados de acções e de obrigações: normalmente quando os primeiros sobem, os segundos recuam e vice-versa. Mas atenção! A ausência de correlação entre diversos tipos de aplicações não deve constituir, por si só, um critério de investimento. Outros factores devem igualmente ser considerados. Por exemplo, as carteiras de fundos recomendadas pela Poupança Quinze têm em consideração, entre outros elementos, o rendimento esperado, os custos, o risco e as correlações dos diversos mercados de acções e obrigações.

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